A antiga Sede da Colônia era na época uma Vilazinha com poucas casas, incluindo toscas construções de adobe cobertas de palha de buriti. Apesar da precariedade, já havia um movimento relativamente avançado. Comércio animado, muita movimentação devida os trabalhos da Administração. Chegavam pessoas de muitos lugares para tentar a vida. Sapateiros, fotógrafos, pequenos comerciantes, tentavam dar vida ao lugar. A zona rural já alcançava bastante importância devida à colheita de cereais, a qual era adquirida pelos caminhoneiros, chamados de caminhãozeiros, cuja importância era enorme na movimentação da safra. A Administração, desde os primórdios já tentava organizar as futuras ruas, cabendo ressaltar a importância dos trabalhos do topógrafo Espedito Sebastião Ferreira; seu vulto com os companheiros e os aparelhos já era bastante familiar para os moradores. Pessoa muito afável despertava a confiança de todos, principalmente quando havia litígio, cabia a ele decidir, sendo sua decisão acatada com respeito. Revirando minhas fotos antigas, aquelas que as vezes só nos trazem recordações, encontrei esta tirada pelo fotógrafo Deco, quando os fotógrafos não possuíam os recursos modernos. Apagada pelo tempo, junto ao meu grande e inesquecível amigo (in memoriam) Antônio Abelardo e as bicicletas. Aquele saudoso tempo, depois do cavalo, era na bicicleta que andávamos por essa vasta Colônia. O tempo inexoravelmente passou e Brasilândia não é mais aquela...
Geraldo Mendes Paiva – abril/2026
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